Grupo de Trabalho do WBO sobre o movimento sindical se reúne com a CIDH
Comunicado institucional
1º de abril de 2026
O Grupo de Trabalho do WBO (Washington Brazil Office) para o fortalecimento internacional da agenda do movimento sindical do Brasil reuniu-se nesta quarta-feira (1º) com o comissionado relayor para o Brasil da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos), José Luis Caballero Ochoa, e com o relator especial Javier Palumno da Redesca (Relatoria Especial sobre Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais).
As organizações brasileiras e regionais levaram informações sobre violações laborais que ocorrem no Brasil, e falaram também sobre liberdade sindical, relações no mundo do trabalho em transformação, direitos humanos e empresas; e mudanças climáticas.
“A reunião com a CIDH foi muito positiva e mostrou que a Comissão está receptiva a ouvir as preocupações das organizações brasileiras sobre a situação dos direitos trabalhistas no país”, disse Iman Musa Jadallah, especialista em relações públicas da organização. “Para nós, do WBO, esse diálogo é um passo importante para fortalecer a incidência internacional sobre violações laborais no Brasil e para aproximar essas pautas do sistema interamericano de direitos humanos.”
O encontro, realizado de forma remota, teve a participação do Instituto Novos Paradigmas, da CUT (Central Única dos Trabalhadores), do Instituto Lavoro e UFCW (United Food and Commercial Workers International Union), dos Estados Unidos. Também fazem parte do GT o CEERT, a UGT (União Geral dos Trabalhadores), a Themis e o CNS - Conselhos Nacional dos Seringueiros.
Representando a CUT, Fernando Vivaldo abordou a liberdade e o financiamento sindicais, o exercício do direito de greve e o enfraquecimento das negociações coletivas, notando que os ataques sofridos pelo setor se intensificaram no Brasil desde a reforma trabalhista de 2017.
Antonio Megale relatou os impactos empresariais sobre os direitos humanos e o meio ambiente, citando especificamente os riscos de uma transição energética sem a devida regulação, enquanto Fábio Tibiriçá apresentou dados sobre precarização do mundo do trabalho, efeitos da terceirização e efeitos das plataformas digitais para o trabalho digno.
Ao final da reunião, a CIDH solicitou mais informações sobre a situação dos direitos trabalhistas no Brasil e afirmou sua prioridade de atenção em relação aos temas que envolvem as populações trabalhadoras e seus direitos humanos.