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ArtigosO desafio da infraestrutura tecnológica global no contexto eleitoral brasileiro
Quem controlará as infraestruturas da inteligência artificial construídas sobre a água, a energia, os minerais e os territórios brasileiros? A resposta não deveria depender das estratégias de Washington nem das empresas de tecnologia, mas sim das condições que o Brasil estabelece para recebê-las.
O petróleo na Foz do Amazonas: emergências do presente, soberania e justiça social
A descoberta de hidrocarbonetos na bacia da Foz do Amazonas recoloca o petróleo e gás como ativos estratégicos para a soberania e segurança energética do Brasil, em um cenário global onde os combustíveis fósseis continuam essenciais. O artigo defende a exploração regulada da região sob coordenação estatal e a criação de mecanismos financeiros voltados ao desenvolvimento regional e a uma transição energética justa. Você pode ler a análise completa em Ineep e FUP.
Pressão Comercial e Intervenção Política Convergem nas Relações EUA-Brasil
As relações entre os Estados Unidos e o Brasil atingiram um ponto delicado a apenas 47 dias da eleição presidencial brasileira de outubro de 2026, à medida que as pressões comerciais e as intervenções políticas se cruzam com a política doméstica.
As terras raras nas agendas doméstica e internacional do Brasil
O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, com 21 milhões de toneladas essenciais para a transição energética e tecnológica, mas permanece como importador líquido desses insumos. Para reverter o baixo aproveitamento das jazidas e superar o histórico de importação, o Projeto de Lei nº 2780/2024 busca estabelecer um novo marco jurídico para o setor. Leia o artigo completo de Lucas Silva Amorim.
Relatório do FMI mostra que Brasil subiu de patamar
O relatório de 2026 do FMI confirma a notável resiliência da economia brasileira, projetando crescimento de 2,4% para o ano e um potencial de médio prazo de 2,5%. O documento elogia avanços sociais e o controle da inflação, mas recomenda um ajuste fiscal mais rápido e atenção ao endividamento das famílias.
Tarifas e urnas: a nova fase da pressão americana sobre o Brasil
Na terça-feira, 4 de agosto, o governo Trump revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti. Duas semanas antes, entraram em vigor tarifas que, somadas, chegam a 37,5% sobre parte das exportações brasileiras. Na mesma semana, o Brasil negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado que viriam ao país questionar as urnas eletrônicas. Tudo indica que a relação bilateral entrou numa fase sem precedentes, em que Washington intervém de forma direta e simultânea no comércio e na eleição brasileira.
Suas Excelências, os fatos, na crise do tarifaço
Não se espera a unanimidade em regimes democráticos. Mas, diante do novo ataque tarifário dos Estados Unidos contra o Brasil, e suas confessadas motivações políticas desde a carta original do presidente Donald Trump, de julho de 2025, que continha claras ameaças à soberania e à democracia brasileiras e anunciava a abertura da investigação pela seção 301, recém-concluída, não cabem ambiguidades nem falsas equivalências.
Quando é legítimo e legal pedir apoio aos Estados Unidos e ao mundo
O lobby que a ultradireita brasileira vem realizando nos Estados Unidos, nos últimos meses, em favor da imposição de tarifas e de outras sanções contra o Brasil e contra autoridades brasileiras, com finalidade de obter benefícios político-eleitorais internos, é ilegal. Igualmente ilegal é conspirar internacionalmente contra o funcionamento regular das instituições democráticas do próprio país.
Filhas da Mãe Palmeira: a luta das quebradeiras de coco por território, clima e vida
Onde há babaçu em pé, há alimento, água, trabalho, memória e resistência. Para milhares de mulheres quebradeiras de coco babaçu, defender a palmeira é defender o território, os modos de vida tradicionais e a permanência das comunidades nas florestas, campos e águas.
Somos uma sociedade sem memória?
Escuta-se por aí que o Brasil é um país sem memória. Essa versão circula em grupos e vozes progressistas de diversos matizes. Ela serve para explicar desde a dificuldade de punir os crimes da ditadura até o golpe de 2016 contra Dilma Rousseff e a ascensão política de Jair Bolsonaro em 2018. Argumentamos que essa premissa é falsa. O Brasil não é um país sem memória: é um país cuja memória sobre a ditadura é disputada, internamente contraditória e politicamente repleta de consequências.
Precisamos falar sobre a Red Pill, no Brasil e além
Em março de 2026, um jovem de 18 anos foi preso no Rio de Janeiro acusado de envolvimento no caso brutal de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido no início daquele ano. Ele foi fotografado vestindo uma camiseta com a frase provocativa “não se arrependa de nada” (regret nothing) durante seu depoimento à polícia, o que gerou indignação pública em torno da disseminação da ideologia Red Pill entre jovens do sexo masculino no Brasil.
Recursos Hídricos e Justiça Social: O Desafio das Comunidades Quilombolas
Os quilombos surgiram em meados do século XVI como forma de resistência de africanos escravizados que buscavam liberdade frente à opressão colonial. Ao longo de sua trajetória histórica, essas comunidades consolidaram modos de vida fundamentados na relação coletiva com o território, na preservação de conhecimentos tradicionais e no uso sustentável dos recursos naturais – elementos essenciais para sua reprodução social, econômica e cultural.
Hora de sancionar a lei da Caatinga
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viveu na pele os desafios da seca no sertão nordestino, tem diante de si a oportunidade de corrigir uma omissão histórica e transformar a recuperação da Caatinga em um compromisso permanente do Estado. A sanção do Projeto de Lei (PL) 1990/2024, aprovado pelo Congresso Nacional, instituirá a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga, criando o primeiro marco legal brasileiro voltado especificamente à recuperação de um bioma.
Por que uma comitiva de líderes partidários vai a Washington
Uma comitiva de lideranças partidárias do bloco do governo chega a Washington para se reunir com deputados e senadores do Congresso americano, com a diplomacia e os organismos internacionais, além do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, jornalistas, acadêmicos e organizações da sociedade civil local.
Retrocessos na legislação ambiental: o paradoxo do caso brasileiro
A ofensiva articulada da bancada ruralista no Congresso Nacional do Brasil nesta semana talvez represente um dos movimentos mais significativos de reconfiguração institucional da política ambiental brasileira desde o governo Bolsonaro. Sob o discurso de “modernização”, “segurança jurídica” e “desburocratização”, um conjunto de projetos aprovados ou acelerados pela Câmara dos Deputados altera profundamente os mecanismos de fiscalização ambiental, amplia o poder político do agronegócio sobre estruturas regulatórias do Estado e reduz instrumentos de proteção de biomas estratégicos.
Eleições Presidenciais no Brasil: Características, Perspectivas e Implicações
O Brasil realizará dentro de poucos meses o que poderá se revelar uma das eleições mais importantes de sua história recente. Até a primeira semana de maio, as pesquisas indicavam um empate técnico entre o presidente em exercício, Luís Inácio Lula da Silva, e Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e figura central no que pode se tornar um dos maiores escândalos de corrupção financeira do país.
Brasil sob pressão: o risco de nova retaliação americana nunca foi tão alto
No final de março, na 14ª Conferência Ministerial da OMC, em Yaoundé (Camarões), o Brasil foi a voz mais contundente de resistência à proposta americana de tornar permanente a moratória sobre o comércio eletrônico, que proibia tarifas sobre streaming, software e downloads desde 1998. Lula manteve a posição mesmo sob pressão, e a moratória expirou pela primeira vez em 28 anos. O USTR Jamieson Greer, principal negociador americano, avisou naquela oportunidade que haveria "consequências naturais".
As implicações do encontro Lula-Trump na política doméstica brasileira em ano eleitoral
Em plena corrida presidencial e na esteira de amargas derrotas na relação com o Congresso, o presidente Lula reservou alguns dias em sua agenda de presidente e pré-candidato à reeleição para reunir-se com Donald Trump em Washington, na quinta-feira, dia 7 de maio. Ao contrário das inúmeras agendas internacionais cumpridas por Lula ao longo do mandato, o encontro com Trump é menos sobre relações internacionais e mais sobre o quadro eleitoral que vem se desenhando nos últimos meses.
Novo encontro entre Lula e Trump: um teste estratégico
O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump é muito mais do que um gesto diplomático: trata-se de um momento revelador sobre como a ordem internacional está sendo redesenhada sob crescente tensão.
Xadrez das eleições, geopolítica e o jogo real por trás da disputa
A eleição presidencial de 2026 será o confronto mais polarizado desde a redemocratização. O embate é plebiscitário, sem terceira via competitiva no horizonte: de um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do outro, o senador Flávio Bolsonaro.
Mas o jogo é bem mais complexo. O cenário real envolve economia, geopolítica, guerra de narrativas, plataformas digitais e uma série de variáveis externas que podem redesenhar o tabuleiro.