Sociedade civil LGBTQIA+ avança com articulação internacional em Brasília

Comunicado institucional
2 de abril de 2026

Organizações da sociedade civil LGBTQIA+ realizaram uma missão em Brasília nos dias 1º e 2 de abril, com a participação de diretores da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) — Victor De Wolf (RJ), Maicon Chaves (MG), Cleber Ferreira Silva (PB) e Gleyson Silva de Oliveira (PA) — organização que integra a Aliança Brazil Office. A iniciativa combinou momentos de planejamento e articulação interna com encontros institucionais, com foco no fortalecimento da incidência internacional.

“A gente está aqui, na frente do Itamaraty, porque a ABGLT está presente discutindo as relações internacionais, discutindo as pautas internacionais, discutindo como o nosso país se posiciona, como a gente pode construir relações multilaterais, como é possível manter a democracia, o multilateralismo e o mundo do jeito que a gente acredita, mas avançando cada vez mais nos direitos humanos”, disse De Wolf, em Brasília.

Durante a missão, a delegação participou da posse da nova ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello, e realizou visitas a embaixadas, como a dos Países Baixos, ampliando o diálogo com atores diversos e consolidando alianças. Também foram realizadas agendas com representantes do Estado brasileiro, incluindo interlocução com o Itamaraty, onde foi reforçado o papel do Brasil na promoção dos direitos humanos, da democracia e do multilateralismo no cenário internacional.

A iniciativa permitiu o intercâmbio de informações estratégicas sobre processos internacionais, como a Revisão Periódica Universal (RPU), além da apresentação de demandas da sociedade civil LGBTQIA+. O processo contribuiu para o alinhamento de posicionamentos e para a identificação de oportunidades concretas de atuação nos sistemas universal e interamericano de direitos humanos.

A articulação reafirma a importância de ampliar a presença da sociedade civil brasileira nesses espaços, fortalecendo a incidência em pautas prioritárias e promovendo avanços na garantia de direitos, diante de um cenário de crescentes desafios que exige respostas mais coordenadas e consistentes nos níveis regional e global.


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